Foto: Cristina Seciuk

Dezenas de pessoas estiveram na Boca Maldita em protesto contra a decisão. Cartazes, velas e as coloridas bandeiras que representam a população LGBT foram levadas.

Militante, Diego Nunes dos Santos classificou como absurda a brecha estabelecida com a liminar.

Segundo a coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do  Conselho Regional de Psicologia, Sandra Fergutz Batista, a possibilidade de tratamento é ilegítima, já que contraria a própria Organização Mundial da Saúde, que em 1990 corrigiu seu entendimento sobre a homossexualidade, retirando-a do rol de doenças.

Para além dessa questão, o assistente de Políticas Públicas do Conselho, César Fernandes, destacou que o papel dos profissionais tem que ser de promoção dos direitos e liberdades, não o contrário.

Organizações da sociedade civil e movimentos de defesa dos direitos LGBT também participaram do ato. Marcio Marins, organizador da Parada LGBT de Curitiba, destacou que dados sobre da segurança colocam o Brasil como o país que mais mata por LGBTfobia no mundo, e que um retrocesso como o proposto pode ser mais um fator de violência.

A vigília foi o primeiro de quatro protestos contra a “cura gay” que fazem parte da “Agenda de Resistência LGBT” em Curitiba.
O cronograma terá atos no Museu Oscar Niemeyer na tarde desta sexta-feira (22) e também no domingo (24). A agenda de mobilização se encerra na próxima terça-feira (26), com protesto diante da Justiça Federal.

No estado,  atos também estão confirmados em Ponta Grossa e Londrina.
Todos os detalhes estão disponíveis no site trateseupreconceito.redelivre.org.br.

Repórter Cristina Seciuk

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