Foto: Lidia Natália de Oliveira
Terrazza Panorâmico

O consultor Marlon Santos e a autônoma Lidia Natália de Oliveira moram na capital paranaense. O casal planejou a viagem de férias para o Chile, agora para outubro. Eles saíram de Curitiba há uma semana. Depois de visitar, por alguns dias, os principais pontos turísticos de Santiago, se depararam com algumas estações de metrô fechadas e manifestações nas ruas da capital. O motivo foi o reajuste anunciado no valor da tarifa do metrô, que foi potencializado por outros descontentamentos da população, como conta Lidia.

Mesmo assim, o brasileiro e a portuguesa continuaram a incursão pelo país. Na sexta-feira (18), eles seguiram para Valparaíso, a terceira cidade mais populosa. Lá, souberam que a estação em que eles embarcaram em Santiago havia sido incendiada. E após conhecer locais importantes, presenciaram, na Praça Vitória, segundo Lidia, um violento confronto entre civis e o Exército, apoiado pela Polícia, que teve pedras, jatos d’água e gás lacrimogêneo.

Em todo o Chile, já foram registradas cerca de 1.400 prisões e mais de 10 mortes. Marlon conta que há saques ao comércio, que está fechado. E, inclusive, dificuldades para encontrar alimentos.

Com o país paralisado, os serviços públicos também não funcionam. O Chile está sob o primeiro toque de recolher desde o governo do general Augusto Pinochet.

O fato histórico forçou o fim da viagem de férias do casal curitibano. De La Serena, que fica na região litorânea, Marlon e Lidia vão voltar para Santiago, para tentar um voo para Curitiba, com escala em Buenos Aires, na Argentina.

Repórter Marcelo Ricetti