Foto: Divulgação/Polícia Civil
Terrazza Panorâmico

Casas de carnes nobres e restaurantes de Curitiba vendiam produtos roubados. Os estabelecimentos eram usados para lavar o dinheiro do furto e roubo de cargas refrigeradas. A quadrilha tinha preferência por peixe, suíno, bovino e frango. Também foram roubadas cargas de pão de alho e de fermento.

Nesta quinta-feira (13) a Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC) cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão – um em Itajaí (SC) e dois em Curitiba. O suspeito catarinense já estava no sistema prisional.

O delegado Ademair Braga, responsável pela Operação Mão de Vaca, explica como o esquema funcionava.

O quarto mandado de prisão ainda não foi cumprido. Ed Carlo da Silva segue foragido. Conhecido pelo apelido de “Mão de Vaca” – que dá nome a operação – ele é proprietário de quatro boxes em dois centros gastronômicos de Curitiba. Ed Carlo e os outros três presos eram os líderes da quadrilha, responsáveis pela arquitetura do crime.

As investigações começaram em maio do ano passado.

De lá para cá foram mais de 20 prisões, 400 toneladas de carne apreendidas e um prejuízo de aproximadamente 200 milhões de reais. Os criminosos utilizavam codinomes relacionados aos produtos saqueados, entre eles “mão de vaca” e “carne moída”.

Após roubar os caminhões eles adulteravam os chassis e revendiam os veículos. O dinheiro era investido em imóveis, que também são alvo da investigação. De acordo com o delegado, novas fases da operação devem ser desencadeadas em 2019, na região norte do Paraná.

Os suspeitos vão responder por furto e roubo de cargas refrigeradas, lavagem de capitais e organização criminosa.

Repórter Lucian Pichetti