Foto: Geraldo Bubniak/ANPr
Terrazza Panorâmico

Quatro pessoas foram presas em flagrante nesta quarta-feira (7), em Curitiba, durante o cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na 6a fase da Operação Quadro Negro, que apura o desvio de pelo menos R$ 20 milhões de verbas que eram destinadas à construção e reforma de escolas estaduais, entre 2011 e 2015.

Duas pessoas foram presas por posse ilegal de arma de fogo, uma por posse de munição e uma por desacato à autoridade.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Curitiba, Campo Largo, na região metropolitana, em Castro, nos Campos Gerais e em Cascavel, no oeste do Paraná.

Foram alvos empresários e empresas que teriam feito o pagamento de propina para participar de contratos de obras de reforma ou construções em escolas estaduais.

O coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, explica que os mandados cumpridos visam encaminhar o final das investigações da operação.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o esquema era chefiado pelo então governador Beto Richa (PSDB). Ele chegou a ser preso no dia 19 de março deste ano, mas foi solto duas semanas depois.

Para o Ministério Público do Paraná, o ex-governador atuava como chefe de uma organização criminosa responsável pela implantação de um sistema que movimentou pagamentos de propina por meio do favorecimento de empresas privadas contratadas pelo Governo do Paraná.

Leonir Batisti frisa que são investigadas fraudes na construção ou reforma de mais de 22 escolas estaduais.

Ao todo, sete processos criminais integram a Quadro Negro e Richa é réu em três deles, acusado de corrupção passiva, obtenção de vantagem e prorrogação indevida em contrato de licitação, obstrução de justiça e organização criminosa.

Além de Richa, a esposa Fernanda Richa e outros cinco investigados se tornaram réus em processos da operação. Ninguém foi condenado.

Repórter William Bittar