Foto: Francielly Azevedo
Terrazza Panorâmico

O ex-governador Beto Richa, dezesseis pessoas e duas empresas tiveram cerca de R$ 20 milhões em bens bloqueados pela Justiça. A decisão é do juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1.ª Vara Federal de Curitiba.

O bloqueio aconteceu no âmbito da fase da Operação Lava Jato que investiga um suposto esquema de corrupção no pedágio, a Operação Integração. A medida é uma maneira de garantir aos cofres públicos o ressarcimento de valores equivalentes aos prejuízos provocados pela prática, se houver condenação.

A acusação de improbidade administrativa aos envolvidos, pelo Ministério Público Federal, é sobre a suspeita de participação em um esquema de pagamento de propina em troca de aditivos em contratos da concessionária Econorte, que tiveram obras canceladas e reajuste do valor das tarifas.

Em agosto, o ex-governador e mais seis pessoas, todos investigados pela Operação Piloto, que investiga suposta fraude em licitação para duplicação da PR 323, na região Noroeste, também tiveram bens bloqueados judicialmente, para os mesmos fins. Aquele bloqueio, também de R$ 20 milhões, foi determinado pelo juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23.ª Vara Federal da capital do Estado.

Em nota, o ex-governador Beto Richa voltou a afirmar que nunca se envolveu em qualquer ato de corrupção. Segundo a nota, na condição de governador do estado a participação dele se limitou a provar os atos que tinham a legalidade aprovada pelo DER e pela Agepar, sob a fiscalização do governo federal e que todas as alterações realizadas foram avaliadas pela Procuradoria do Estado, que agora questiona esses atos. A nota informa ainda que a tentativa de vincular o nome dele a supostos atos de corrupção se ampara “exclusivamente na palavra de réus confessos, que receberam diversos benefícios para envolver seu nome nos supostos atos de corrupção em suas delações premiadas”.

Repórter Marcelo Ricetti