Foto: Pedro Ribas/SMCS

Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, das 300 mil árvores de Curitiba, 90 mil têm potencial risco de queda. Na semana passada, a raiz de uma Tipuana cedeu, e a planta despencou no meio do calçadão da Praça Rui Barbosa, no Centro da cidade.

O segundo episódio aconteceu nesta terça feira (6) no Rebouças quando um Jacarandá caiu na Avenida Iguaçu, em cima de três carros. Por sorte ninguém foi atingido pelo tronco.

Para o engenheiro agrônomo e professor do departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo da Universidade Federal do Paraná, Flávio Zanette, a prefeitura precisa rever o manejo das árvores urbanas.

O engenheiro agrônomo explica que se as copas das árvores maiores e mais antigas não são podadas, com as chuvas e ventanias, as raízes não conseguem sustentar a planta.

Zanette sugere ainda a substituição das árvores de espécies inadequadas para área urbana.

O diretor de produção vegetal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, José Roberto Roloff, explica que a prefeitura substitui apenas as árvores que apresentam riscos fitossanitários.

O diretor reforça que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente faz o monitoramento das árvores mais antigas e de grande porte da cidade. Independente das ações programadas, a orientação é para que a população alerte a prefeitura de árvores que também estejam prejudicadas.

As ações em grandes avenidas começaram em abril, e pelo menos três vias já foram vistoriadas a Capitão Leônidas Marques; a Nossa Senhora de Lourdes e a Francisco Heráclito dos Santos. Os trabalhos já estão previstos para outras 19 vias da capital.

Repórter Ana Krüger

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