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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que houve um aumento de mais de 80% no número de incêndios florestais do início do ano até agora, em relação ao mesmo período de 2018. O bioma mais afetado é a Amazônia, que concentra mais da metade dos focos.

O caso ganhou repercussão internacional e surgiram as discussões da possibilidade de países que consomem produtos agropecuários do Brasil criarem barreiras comerciais às exportações brasileiras.

O economista e doutor em sustentabilidade na Amazônia, João Tezza, acredita que o setor do agronegócio é o mais preocupado com o problema.

Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) aponta que dez municípios amazônicos que mais registraram queimadas são também os com maiores taxas de desmatamento.

De acordo com o especialista, as áreas já desmatadas da Amazônia estão sendo mal utilizadas, porque a capacidade da produtividade não é a máxima.

Além da questão comercial do agronegócio, o especialista acredita que o país também pode ser mal visto internacionalmente em função das emissões de gases de efeito estufa, já que o mundo busca soluções contra o aquecimento global.

Para João Tezza a sociedade pode ajudar a pressionar o Governo a buscar uma solução.

Pelo mundo, vários protestos foram organizados para defender a Amazônia. A #PrayForAmazonas toma conta das redes sociais.

Repórter Francielly Azevedo