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Foto: Acervo Pessoal
Terrazza Panorâmico

Se para grande parte da população o assassinato de Rachel Genofre, que completa 11 anos em novembro, era um caso sem solução, é difícil imaginar o que a família da menina, de apenas 8 anos, encontrada dentro de uma mala, na Rodoferroviária de Curitiba, sofreu na última década.

Foram 170 tentativas de identificação do criminoso, mas somente agora, em 2019, o suspeito do crime foi identificado e tem uma longa ficha criminal, que começou em 1985.

Carlos Eduardo dos Santos, de 47 anos, está preso em Sorocaba, no estado de São Paulo, e ele é apontado, pela Polícia Civil do Paraná, como sendo o autor da morte de Rachel Genofre.

A identificação foi feita nesta semana, em um cruzamento do material genético coletado na data da morte da menina, em Curitiba, com o material dele, inserido no chamado “Banco Nacional de DNA”.

Michael Genofre, pai da menina assassinada, acredita que é uma nova fase do processo. Ele comemora a identificação do suspeito, mesmo depois de quase onze anos, mas espera que o homem seja responsabilizado e explique o motivo de ter matado Rachel de forma tão cruel.

O suspeito está preso pelos crimes de estupro e estelionato. Foi condenado, em 2016, a 22 anos e seis meses de prisão, no estado de São Paulo, mas as autoridades paranaenses querem que ele seja transferido para Curitiba, onde deve ser feita a reconstituição do crime.

O pai de Rachel Genofre lembra que chegou a ser considerado um dos suspeitos, assim como outros parentes da vítima e que, por várias vezes, não acreditavam mais que o responsável pelo assassinato fosse encontrado.

Ainda não há prazo para que o suspeito seja transferido para Curitiba.

Com colaboração de Lucian Pichetti, repórter William Bittar