Ratinho Jr não assina carta a Bolsonaro sobre produção de vacinas

Ratinho Jr não assina carta a Bolsonaro sobre produção de vacinas
Foto: RODRIGO FELIX LEAL

O governador Ratinho Júnior não assinou a carta preparada pelos governadores de 15 estados brasileiros endereçada ao presidente Jair Bolsonaro pedindo o acionamento da diplomacia para dialogar com os países produtores de vacina contra a Covid-19.

De acordo com a carta, o pedido é de diálogo com a China, Índia e Rússia para garantir a entrega do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) usado na produção das vacinas no Brasil. A carta foi protocolada na quarta-feira (20).

Segundo o documento, com o IFA, os institutos que hoje produzem a vacina no Brasil, como Butantan e a Fiocruz, será possível produzir doses do imunizante em maior quantidade e garantir a vacinação no país.

O documento ressalta “a relevância do pleito ora apresentado para o sucesso da estratégia nacional de vacinação”.

A carta foi protocolada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Pelas redes sociais, ele afirmou que a carta é um apelo ao presidente para que todos os líderes do país e a diplomacia estabeleçam um diálogo para garantir o cronograma de vacinação com os imunizantes Conoravac, AstraZeneca e Sputinik.

De todas essas vacinas, a Sputnik V é a única que não aparece no quadro de análise da Anvisa. Nesse caso, o Paraná seria o representante brasileiro na produção do imunizante russo.

Além de Wellington Dias, governador do Piauí, assinaram o documento os governadores do Alagoas, Renan Filho (MDB), do Amapá, Waldez Góes (PDT), do Ceará, Camilo Santana (PT), do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), do Pará, Helder Barbalho (MDB), da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), de São Paulo, João Doria (PSDB), e de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD).

Em nota, o Governo do Paraná informou que seguirá o Plano Nacional de Imunizações (PNI), pois, trata-se de um melhores planos do gênero no mundo, democrático e que permite que toda a população do país tenha acesso às vacinas, independente da condição financeira de estados e municípios.

A nota diz ainda que, se for necessário, o Estado está preparado para fazer a compra direta de imunizantes, com R$ 200 milhões em caixa para este fim.

Repórter William Bittar


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