Foto: William Bittar

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) solicitou a abertura de um inquérito policial paralelo à morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, para investigar o suposto envolvimento de Edison Brittes Júnior, autor confesso do crime, em uma organização criminosa.

Juninho Riqueza, como é conhecido em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, se utiliza de bens que não estão em seu nome, mas sim, no nome de criminosos e até de um policial civil afastado.

O Ministério Público quer saber, por exemplo, de quem é o carro da marca Veloster, usado por Edison para levar Daniel até o matagal onde foi morto. Além disso, a motocicleta utilizada por Brittes está em nome de um homem preso pela Polícia Federal, por tráfico de drogas. Por último, o chip de celular usado por Brittes era de um homem assassinado e que atuava em uma quadrilha de receptação e adulteração de veículos roubados.

Em vídeos e fotos postadas em redes sociais, o delegado aposentado da Polícia Civil e eleito deputado estadual, Rubens Recalcatti (PSD), aparece ao lado da família Brittes, inclusive em uma festa de aniversário de Cristiana Brittes, esposa de Edison, que também está presa pela morte de Daniel.

Em coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (19), Recalcatti disse que não tem nenhuma relação de amizade com Juninho Riqueza e que as festas em que esteve presente eram apenas por compromisso político.

O deputado também falou sobre uma prisão de Edison Brittes no primeiro semestre desse ano e que no Boletim de Ocorrência o nome do delegado aparecia como uma forma de intimidação aos policiais por parte de Brittes.

Recalcatti afirmou ainda que está à disposição da Justiça nas investigações sobre o suposto envolvimento de Juninho Riqueza com uma organização criminosa.

Ao final da coletiva, o deputado estadual afirmou que o policial civil afastado que aparece nas imagens e seria o dono do veículo utilizado por Brittes, é seu amigo e visita seu gabinete frequentemente, mas não é assessor parlamentar.

Ao todo, sete pessoas estão presas nas investigações pela morte do atleta. Edison Brittes, Cristiana Brittes, Allana Brittes, filha do casal, David Vollero Silva, Ygor King, Eduardo Henrique da Silva e Eduardo Purkote Chiuratto. Todos serão indiciados por homicídio qualificado.

Repórter William Bittar