Foto: Reprodução/Facebook Uber

Nos primeiros quatro meses deste ano, a prefeitura de Curitiba arrecadou um pouco mais de R$ 6,5 milhões com a cobrança do chamado preço público das empresas de aplicativos de transporte, como 99, Uber e Cabify. Este valor é 60% maior do que o arrecadado no mesmo período de 2018. Segundo a regulamentação municipal, os valores são pagos de acordo com os quilômetros rodados. E o aumento da arrecadação indica que os motoristas dos aplicativos estão percorrendo maiores distâncias, como explica o secretário municipal de Finanças, Vitor Puppi.

Atualmente, cerca de 12 mil motoristas estão cadastrados em aplicativos de transporte compartilhado, na capital paranaense. Juntos, eles percorreram 106 milhões de quilômetros no primeiro quadrimestre de 2019, quase 63% a mais do que o registrado em igual período do ano passado. O valor arrecadado pela prefeitura é recolhido todos os meses. E é determinado com base em três diferentes faixas de corridas: de até 5 km, de 5 a 10 km e acima de 10 km. Segundo o secretário Vitor Puppi, o total computado pelas Administradoras de Tecnologia em Transporte Compartilhado já ultrapassa o valor que os três mil taxistas da cidade gastam para exercer a profissão, somando valores de outorga e taxa de administração.

E nesta 4.ª-feira, os vereadores de Curitiba aprovaram uma sugestão à prefeitura, para que sejam feitos estudos técnicos para a ampliação das vagas de embarque e desembarque na Rodoferroviária. Esta iniciativa, segundo o vereador Bruno Pessuti (PSD), não se restringe aos motoristas de aplicativos. Mas pode por fim a novos conflitos, gerados pela limitação do espaço para a categoria.

Repórter Marcelo Ricetti