Foto: Agência Brasil/Antônio Cruz
Terrazza Panorâmico

A polêmica se estendeu durante os últimos dias em Curitiba. Há duas semanas aproximadamente, começaram a montar uma grande estrutura metálica na fachada do Palácio Garibaldi, edifício histórico em homenagem a imigração italiana, e que foi concluído em 1904.

Em seguida descobriu-se que era para o casamento da deputada Maria Victoria, do PP, filha da vice-governadora do Paraná Cida Borghetti e do Ministro da Saúde Ricardo Barros.

Depois constatou-se que a legislação proíbe qualquer tipo de construção que impeça a total visibilidade de imóveis tombados pelo patrimônio histórico.

A Secretaria de estado da cultura realizou uma vistoria e não verificou irregularidades. No entanto apesar de autorizar a obra, disse que como não houve pedido formal para a instalação, decidiu multar a Sociedade Garibaldi, responsável pelo prédio.

Maria Victoria disse na semana passada que o local foi escolhido pelos laços históricos que a família dela tem com a Sociedade Garibaldi. No dia do casamento, na sexta –feira teve muita confusão.

O ato começou por volta das 18h30, quando os convidados ainda chegavam para a cerimônia. A solenidade foi na Igreja do Rosário, a poucos metros do Palácio Garibaldi.

A manifestação foi organizada pelas redes sociais, com participação de sindicatos. No início da cerimônia religiosa, os manifestantes gritavam palavras de ordem.

A confusão começou quando Maria Victoria deixava a igreja. Quando ela entrava em uma van, diversos objetos foram arremessados. A PM acompanhou, em determinado momento foram usados cassetetes e bombas de efeito moral. Os convidados também foram hostilizados.

Na manhã desta segunda-feira, a estrutura metálica tinha sido parcialmente retirada da fachada do Palácio Garibaldi.

Em nota, divulgada após a cerimônia, Maria Victoria diz que tudo transcorreu dentro da normalidade na cerimônia religiosa e na recepção aos convidados.

Apenas o trajeto que os noivos fariam a pé da Igreja do Rosário ao Palácio Garibaldi foi alterado pela ação dos manifestantes. A deputada lamentou as agressões físicas e verbais a alguns convidados, porém é o preço da democracia.

A pré-candidatura de Cida Borghetti ao Governo do Paraná foi a motivação dos protestos incentivados e financiados pelos partidos e sindicatos de esquerda, diz a nota assinada pela parlamentar.

O Ministro Ricardo Barros que permaneceu em Curitiba, conversou com a reportagem da CBN sobre o casamento da filha. Segundo Ricardo Barros, a família já sabia que haveria protestos. Barros disse que a Polícia esteve lá para dar segurança aos manifestantes.

Segundo Ministro, apesar do protesto, tudo transcorreu normalmente. Segundo ele, a filha teve um antigo sonho realizado.

Ricardo Barros também reclamou de excessos praticados pelos manifestantes.

O Ministro da Saúde, também Agradeceu a GRANDE MÍDIA que a família recebeu com o caso.

Ricardo Barros assinou um convênio para a liberação de recursos para ampliar e qualificar o atendimento nas unidades básicas de saúde. Foi durante a manhã no plenarinho da Alep.

O Paraná terá direito a aproximadamente R$ 42,5 milhões. O ministro também comentou a questão da saúde no país. Disse que não é um problema de falta de recursos e sim, de gestão.

Repórter Fábio Buchmann

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