Foto: Francielly Azevedo

Os advogados de Beto Richa citaram oito pessoas, entre elas o primo do ex-governador Luiz Abi Antoun, também denunciado dentro da Operação Integração, além de ser alvo de outras investigações. Abi Antoun viajou para o Líbano em setembro do ano passado, após sair da prisão por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) na ocasião da Operação Rádio Patrulha. E não retornou mais ao Brasil, alegando estar sem condições de saúde para isto, conforme apontaram os advogados dele na época.

Abi Antoun também foi alvo da 58ª fase Operação Lava Jato, na qual Beto Richa preso, no dia 28 de janeiro deste ano. O ex-governador foi solto dias depois por uma decisão do ministro João Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Sobre a defesa apresentada à Justiça, também faz parte da lista de testemunhas indicadas pelos advogados de Richa o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli.

Beto Richa é réu no processo, acusado de integrar uma organização criminosa no período em que foi governador do Estado, envolvendo um esquema de pagamento de vantagens indevidas pelas concessionárias de pedágio do Paraná. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em fevereiro deste ano e os acusados vão responder pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.

O MPF alega que houve desvios de pelo menos R$ 8,4 bilhões por meio de obras não executadas e reajuste constante das tarifas de pedágio do Anel de Integração. Estima-se que o esquema tenha movimentado R$ 35 milhões em propinas. A denúncia aponta que Beto Richa teria recebido pelo menos R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo.

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Paraná apresentaram denúncia contra o suposto núcleo político do esquema, e outro contra o núcleo econômico, envolvendo as concessionárias.

Repórter Joyce Carvalho