Foto: William Bittar

O ex-governador do Paraná Beto Richa permanece no Regimento da Cavalaria Monta a no bairro do Tarumã em Curitiba. No final de semana a Justiça Federal negou um pedido do MP-PR para que o ex-governador fosse transferido para a superintendência da PF no bairro Santa Cândida, ou para o complexo médico penal de Pinhais, onde são encaminhados os presos da Lava Jato.   

De acordo com o autor da decisão, juiz Sérgio Ribeiro da 23ª Vara Federal de Curitiba, não compete a ele deliberar sobre a alocação de presos e que isso recai sobre as autoridades responsáveis pela carceragem, observando os critérios de segurança e de acordo com a disponibilidade de vagas no sistema prisional.

Richa foi preso sob a acusação de ter recebido pelo menos R$ 2,7 milhões em propina, dentro de um esquema de corrupção envolvendo as concessionárias de rodovias federais no Paraná. Na manhã de sexta-feira, Richa chegou a ser encaminhado para a PF, mas na sequência foi transferido para a sede da Polícia Montada.

Segundo o MPF, a custódia de Richa no local coloca em risco a efetividade da prisão preventiva, já que o investigado foi governador do Estado por oito anos, tendo exercido poder hierárquico sob a Polícia Militar.

Em outubro do ano passado Beto Richa foi preso acusado de irregularidades no programa Patrulha do Campo, destinado à áreas rurais paranaenses.

Alguns dias depois ele e outros investigados foram colocados em liberdade por determinação do ministro do STF Gilmar Mendes.

Repórter Fabio Buchmann