Foto: Jaelson Lucas/ANPr

Pela terceira vez, o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) se tornou réu dentro das investigações da Operação Quadro Negro, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que apura desvios de mais de R$ 20 milhões em obras de construção e reforças de escolas públicas do Paraná, entre 2012 e 2015.

Richa dessa vez foi denunciado pelo MPPR pelo crime de corrupção passiva e obtenção de vantagem indevida em contratos de licitação firmados com a Construtora Valor, responsável pelas obras. A denúncia foi aceita nesta segunda-feira (15) pelo juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba.

Dentro da Operação Quadro Negro, o tucano já responde pelos crimes de obstrução de justiça, corrupção, organização criminosa e prorrogação indevida de contrato de licitação.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Beto Richa era o “chefe da organização criminosa e principal beneficiado com o esquema de recebimento de propinas” pagas pelas empresas que seriam responsáveis pelas obras nas escolas.

Ainda segundo o MP-PR, as fraudes foram cometidas em aditivos de obras fechados com a Construtora Valor, autorizados pelo governo estadual.

O juiz que aceitou a denúncia justificou dizendo que “a prova da materialidade e os indícios suficientes de autoria dos delitos” por parte do ex-governador estão citados na denúncia, em especial dentro do “depoimento de Maurício Jandoi Fanini Antônio”, ex-diretor da Secretaria de Educação e delator.

Beto Richa já foi preso duas vezes dentro da Quadro Negro, a última aconteceu no dia 19 de março, mas ele foi solto no dia 04 de abril, após ficar 17 dias preso.

A CBN Curitiba tenta contato com a defesa do ex-governador.

Repórter William Bittar