Foto: SMCS

Com a renúncia de Beto Richa (PSDB), que deixa o governo do estado nesta semana, o cenário para as eleições de outubro começa a ganhar contornos mais bem definidos.

Depois de dois mandatos consecutivos à frente do executivo, o tucano tentará pela primeira vez se eleger ao Senado Federal, que renova duas das três vagas paranaenses para 2019.

Outro pré-candidato já declarado é o atual deputado federal Fernando Francischini (PSL). Também auto afirmados postulantes são o ex-governador e atual diretor-geral do BRDE, Orlando Pessuti (MDB), o deputado federal de múltiplos mandatos Alex Canziani (PTB) e a deputada federal de primeiro mandato Christiane Yared (PR).

Ainda entre os nomes cotados para o pleito estão os deputados Ney Leprevost (PSD) e Rubens Bueno (PPS) e o ex-prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT).

Além deles, personagens de fora da política partidária tradicional são apontadas como viáveis. O procurador do MPF e integrante da força-tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol, por exemplo, chegou a ser incluído em pesquisas de intenção de votos.

Já na corrida pelo Palácio Iguaçu, diversas pré-candidaturas estão anunciadas, caso da vice Cida Borghetti, que assume a cadeira vaga, mas a pré-candidata do PP não é única da base aliada a brigar pelo apoio do tucano. O deputado estadual e ex secretário de estado Ratinho Jr (PSD) também discute possíveis alianças.

Ainda na fila de pré-candidatos ao governo do Paraná estão Roberto Requião (MDB) – que encerra neste ano o seu atual mandato no Senado -, o ex-vereador Jorge Bernardi (Rede), o ex-senador Osmar Dias (PDT) e o ex-deputado federal Dr Rosinha (PT).

Outro nome, bem menos provável, nessa dividida é Valdir Rossoni. O deputado federal do PSDB deixou a chefia da Casa Civil recentemente, admite a vontade de concorrer ao cargo, mas diz expressamente saber que não tem votos suficientes para ganhar a preferência do partido.

César Silvestri (PPS), que é prefeito de Guarapuava e anteriormente havia se colocado como pré-candidato, desistiu da disputa, mesma situação de Alexandre Kireeff (Podemos), ex-prefeito de Londrina, que acenava com uma possível tentativa ao Senado.

Presença ainda incerta na corrida eleitoral, a senadora petista Gleisi Hoffman, que também termina o mandato em 2018, já afirmou que não deve tentar a reeleição, mas pode optar por outro cargo.

Além dos nomes citados, diversos políticos se desincompatibilizaram recentemente e podem anunciar interesse na disputa.

O registro das candidaturas acontece em agosto.

Repórter Cristina Seciuk

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