Foto: Divulgação / Sanepar
Terrazza Panorâmico

A Sanepar estuda possíveis cenários de aplicação antecipada de reajustes na conta de água dos paranaenses. O presidente da Companhia de Saneamento, Cláudio Stabile, admite que a opção pode ser por acelerar a aplicação do chamado diferimento em um prazo mais curto do que o autorizado em 2017 pela Agência Reguladora do estado.

Naquele ano, a Agepar autorizou uma alta de 25,63% a ser repassada aos consumidores de forma escalonada, em oito anos. O índice foi calculado com base na defasagem acumulada em decorrência do congelamento da tarifa, praticado entre os anos de 2005 e 2010.

O cronograma traçado então definiu a cobrança de uma primeira parcela de 8,53% (o que foi feito em 2017) e da aplicação de reajuste de 2,11% nos sete anos posteriores, valor sempre acrescido da correção monetária, sem contar esperados aumentos da taxa cobrada pelo serviço em si.

Esse conta-gotas pingaria nos boletos até 2025, mas o presidente da Sanepar afirma que a empresa estuda aplicar totalmente o reposicionamento tarifário na metade do tempo. Na avaliação de Claudio Stabile, a medida pode ser beneficiar o consumidor.

De acordo com o presidente da Sanepar, há cerca de seis possibilidades em estudo, que variam da manutenção do escalonamento previsto inicialmente até a aplicação do residual integralmente no reajuste de 2019.

Apesar do futuro peso no bolso, o consumidor ainda terá que esperar alguns meses para conhecer o aumento, que precisa ser confirmado e autorizado pela agência reguladora.

A Sanepar tem prazo até meados de março para encaminhar o cálculo do reajuste pretendido para a Agepar, responsável por autorizar o índice. O valor deve ser divulgado até abril e aplicado nas contas em maio.

Repórter Cristina Seciuk