Marcelo Camargo/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

Começa na próxima segunda-feira (18) a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo. De 18 até 30 de novembro, o público-alvo será o dos jovens de 20 a 29 anos que não estão em dia com a vacina.

Desde agosto, quando o levantamento começou a ser feito, 316 casos de sarampo foram confirmados no Paraná, sendo 217 somente em Curitiba, segundo o último boletim informativo da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa).

O diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Alcides Oliveira, lembra como é feita a transmissão do vírus.

A faixa etária alvo da segunda fase da campanha é justamente a que mais registrou casos no Paraná, em 2019. São 175 casos confirmados em jovens de 20 a 29 anos, seguido por crianças e jovens de 10 a 19 anos, com 80 casos confirmados.

Oliveira também ressalta que, a falta de tratamento pode deixar sequelas para a vida toda ou até causar a morte de uma pessoa.

O Paraná ficou sem registro de sarampo durante 20 anos. O último caso registrado aconteceu em 1999, remanescente do surto ocorrido no ano anterior. Em 1998 ocorreram 873 casos no Paraná e um óbito decorrente de complicações da doença.

O Paraná é o estado que mais teve casos confirmados de sarampo, ficando atrás apenas do estado de São Paulo, que concentra mais de 90% dos casos confirmados em todo o Brasil.

Os principais sintomas do sarampo são: febre acompanhada da tosse; irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso.

Além disso, em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo.

A vacinação é a única forma de prevenção e pode ser feita nas 110 unidades de saúde de Curitiba, de segunda a sexta-feira, no horário de funcionamento de cada unidade.

Do início do ano até 4 de novembro, foram aplicadas em Curitiba 185.256 doses de vacina – quase o dobro que em todo ano de 2018 e quase o triplo das doses aplicadas em 2017.

Repórter William Bittar