Foto: José Fernando Ogura / AEN
Terrazza Panorâmico

A Secretaria Estadual da Saúde orientou os municípios paranaenses a reforçarem o alerta sobre a necessidade da vacinação contra o sarampo e também contra a poliomielite. A intensificação da preocupação foi repassada durante videoconferência com as Regionais de Saúde do Estado na última sexta-feira (27).

O alerta sobre a pólio atende recomendação do Ministério da Saúde e da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) em função dos casos da doença que continuam sendo registrados no Afeganistão e Paquistão, e de um caso que surgiu este ano nas Filipinas, onde também foi detectada a presença do vírus. Apesar do alerta, a Secretaria Estadual da Saúde informou que não há casos de pólio no Paraná.

O Brasil enfrentou surto de poliomielite entre 1968 até meados da década de 80, com mais de 26 mil casos. As grandes campanhas nacionais controlaram a doença e o último caso confirmado por aqui foi em 1989. O Paraná não registra casos desde 1986.

Sarampo

Já o alerta envolvendo o sarampo é porque o Paraná já tem 39 casos da doença confirmados e o vírus circula no território paranaense. A faixa etária de zero a seis meses de vida registra 2 casos confirmados. As crianças são mais suscetíveis às complicações. Por isso, é necessário, segundo as autoridades da área, reforçar a vacinação. O secretário Beto Preto alerta que vários pacientes já contraíram o vírus dentro do Estado.

As faixas que concentram os maiores números de ocorrências são a de 20 a 29 anos, com 23 casos confirmados, e as de 10 a 19 e de 40 a 49 anos, com 5 casos cada.

O município com maior incidência de sarampo é a capital, Curitiba (28). Em seguida, com bem menos casos, vêm Colombo e Maringá (2). Os outros estão distribuídos entre Campina Grande do Sul, Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Ponta Grossa, Rolândia e Jacarezinho (1).

No País, são 4.507 casos confirmados, em 19 estados. A grande maioria deles, quase 98% do total, está concentrada em 168 cidades de São Paulo. Especialmente, na região metropolitana da capital. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, que compreende o período entre os dias 30 de junho e 21 de setembro.