O secretário Renê Garcia Junior, de Estado da Fazenda (SEFA), participa nesta quarta-feira (27), de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), para apresentação dos dados do Governo relativos ao cumprimento das metas fiscais do terceiro quadrimestre de 2018. Curitiba, 27/02/2019 - Foto: Geraldo Bubniak/ANPr

Na prestação de contas que fez na Assembleia Legislativa, na sessão desta quarta-feira, o secretário da Fazenda do Paraná, René Garcia Junior, disse que, embora o Estado tenha encerrado 2018 com um superávit de R$ 2,2 bilhões, descontados os restos a pagar e recursos de fundos com destino específico, somente R$ 192 milhões estão efetivamente livres e disponíveis em caixa.

A apresentação foi referente ao balanço do 3º quadrimestre de 2018, ou seja, ainda na gestão da ex-governadora Cida Borghetti, do PP. Garcia Junior afirmou que a situação do Paraná, comparada a outros estados, “não é tão ruim”.

O balanço apresentado mostrou que a receita tributária de 2018 apresentou uma queda real  – já descontada a inflação – de -0,79% em 2018, chegando a R$ 32,2 bilhões.

As receitas correntes também tiveram uma queda real de -1,14%, passando para 45,9 bilhões em 2018. O Paraná teve um aumento de despesas correntes de 1,35% no período, com valores nominais que passaram de R$ 41,5 bilhões em 2017 para R$ 42,1 bilhões em 2018.

Entre as perguntas feitas pelos deputados, algumas giraram em torno do tema reajuste dos servidores estaduais. O secretário da Fazenda deu a entender que é difícil pensar em aumento salarial no momento.

O secretário também falou que eventual aumento salarial dependeria de receita extra ou de redução do custo da máquina pública.

Em alguns momentos da longa audiência pública com os deputados o secretário René Garcia Junior mostrou certa irritação com algumas perguntas. Um momento chamou a atenção. Como dissemos, o secretário falou que há R$ 192 milhões de dinheiro no caixa do estado. Mas, a gestão anterior, da ex-governadora Cida Borghetti (PP), falava em R$ 491 milhões.

Diante desta diferença de informações, a gestão anterior foi, de certa maneira, defendida pela deputada estadual Maria Victoria (PP), filha da ex-governadora. Ela disse que as perguntas que fazia eram em tom de esclarecimento.

A deputada, em determinado momento, até tentou perguntar novamente

Depois desse momento meio constrangedor, o tom do secretário foi criticado pelo deputado Evandro Araújo do PSC. Diante disso, o Rene Garcia Junior pediu desculpas e justificou o tom da resposta dele à Maria Victoria com o “jeitão” dele de ser.

Ainda sobre a prestação de contas: as despesas com pessoal, mais uma vez, continuam sendo motivo de atenção por parte do Governo do Estado. A parcela da receita corrente líquida que o executivo estadual usou em 2018 com a folha de pagamento foi de 44,56%, se deduzidas despesa com inativos, parcelas da cobertura do déficit dos fundos de repartição simples e do gasto com pensionistas.