Foto: SESA

A prefeitura de Curitiba vai mapear o nível de infestação do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunha nos bairros da capital, apesar de a cidade apresentar baixo risco de proliferação.

O levantamento é uma diretriz do Ministério da Saúde no combate ao mosquito transmissor da doença. Em Curitiba, agentes de combate a endemias da Secretaria Municipal da Saúde vão visitar imóveis em toda a cidade para identificar possíveis criadouros do mosquito.

Estão programadas visitas em 26 mil residências, comércios e terrenos baldios para essa pesquisa, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa).

Durante as visitas serão feitas buscas de possíveis criadouros, coleta de amostras, eliminação de focos e orientações sobre o controle do mosquito.

De acordo com a médica veterinária e responsável pelo Centro de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual da Saúde (SESA) Ivana Belmonte, Curitiba pela condição climática apresenta menor risco de infestação do mosquito. Ela destaca que nas regiões Norte, Oeste e litoral o risco de infestação é maior.

A informação da médica veterinária é corroborada pelo boletim da dengue divulgado semanalmente pela SESA. Nele Curitiba figura como cidade com menor risco de proliferação entre as 19 estações meteorológicas mapeadas pelo Laboratório de Climatologia da Universidade Federal do Paraná.

Ivana Belmonte ressalta que nas regiões onde há maior risco de infestação, tem ocorrido aumento expressivo dos casos confirmados da doença. No último boletim semanal divulgado, houve aumento de 30%.

Apesar do baixo risco de infestação na capital, agentes de endemia da Secretaria Municipal da Saúde devem ainda neste mês começar as visitas às residências e a prefeitura alerta para os cuidados a serem observados na identificação destes servidores. Os agentes usam camiseta azul clara, boné, calça e jaqueta azul marinho. Todas as peças, assim como o crachá de identificação, levam a logomarca da Prefeitura de Curitiba. Eles não usam jalecos brancos.

Em caso de dúvida, é possível pedir a identificação do profissional e ligar para o 156 para checar se ele é um agente de endemias.

Repórter Vanessa Fernandes