Durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (31), convocada para dar esclarecimentos sobre a nova fase da operação Lava Jato, o superintendente regional da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores de Lima, foi questionado também sobre a custódia do ex-governador Beto Richa, preso provisoriamente na última sexta-feira (25) no âmbito da operação Integração.

Apesar de a prisão ter sido realizada pela PF, Richa era mantido em um Regimento da Polícia Militar, no Tarumã, situação que foi questionada judicialmente pelo Ministério Público Federal. A justificativa apresentada formalmente, ao juízo, foi de que não havia espaço na carceragem e, por isso, solicitou-se vaga no sistema prisional. O superintendente afirmou que a partir de então, a PF apenas fez a função de levá-lo para onde determinado.

Questionado sobre uma eventual chance de Richa permanecer preso na carceragem da PF e não no Complexo Médico Penal, para onde foi levado nesta manhã (de quinta, 31), o superintendente regional explicou – inicialmente – em quais casos e por quais motivos mantêm-se presos na sede.

 Na sequência justificou:

O superintendente regional da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores de Lima, ainda rebateu os questionamentos com outra pergunta:

Procurada, a assessoria de comunicação da PF não soube comunicar a capacidade da carceragem da sede em Curitiba. Além das vagas destinadas à custódia de presos naquele espaço, a PF mantém há dez meses uma sala especial onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre pena, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Repórter Cristina Seciuk