Foto: Reprodução/Justiça Federal

O que os dias 13 de setembro e 10 de maio de 2017 têm em comum? Apenas que, nas duas datas, Lula foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro em Curitiba.

Enquanto na primeira o policiamento chamou a atenção do mundo – foram 3 mil agentes de segurança pública, entre eles 1.700 policiais militares – na segunda data o efetivo menor ficou nítido. Mil policiais militares e 500 agentes de segurança, como policiais federais e guardas municipais, deram conta do recado. O secretário de segurança pública, Wagner Mesquita, disse que não errou no cálculo na primeira vez.

Durante a manhã desta quarta-feira (13), veículos e pedestres circularam normalmente pelo entorno do prédio da Justiça Federal, no bairro Ahú. Diferente do dia 10 de maio. Lá os bloqueios começaram às 6h. De acordo com o tenente Rafael Bittencourt, da Polícia Militar, a mudança foi para não afetar tanto a vida da população da região.

E foi feito. O congelamento da área começou por volta do meio dia. Só puderam passar moradores, funcionários da Justiça Federal e pessoas que tinham audiência marcada, já que o expediente foi normal no prédio. Para quem mora ou trabalha na região, o impacto foi bem menor.

O vendedor de bandeirinhas do Brasil, Alberico Bispo Barbosa, adorou a movimentação de pessoas. Tanto em maio quanto agora.

Um dos protagonistas do dia, o juiz federal Sérgio Moro, chegou ao prédio um pouco antes das 10h. Já o outro, Luíz Inácio, mais tarde, faltando 10 minutos para o início do interrogatório, às 14h. Na Rua São Sebastião, foi recepcionado por dezenas de manifestantes ligados a movimentos sociais. Houve um princípio de tumulto. Colegas de imprensa foram agredidos. O ex-presidente chegou a descer do carro por um momento. Uma manifestante que apoiava a Lava Jato passou por ali. Teve discussão.

Se na primeira vez Lula foi ouvido por quase cinco horas, desta vez foram duas horas e meia de depoimento. Lula deixou o prédio, por volta das quatro e meia da tarde, em direção a Praça Generoso Marques, onde participou do ato de apoio a ele.

Repórter Lucian Pichetti

Deixe uma mensagem