Foto: SESP-PR

A operação de segurança para mais esse dia de depoimento do ex-presidente Lula foi definida em reunião na Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

A ação deve ser muito similar à primeira, mas em escala reduzida em comparação com a do 10 de maio.

Naquele dia, cerca de três mil agentes de segurança, sendo 1.700 PMs, foram mobilizados para a ação, que custou R$ 150 mil.

Já nesta quarta-feira (13) serão cerca de mil policiais militares mais 500 agentes de outras forças da segurança, como Guarda Municipal, Polícia Civil, PRF.

Operação menor e com menos gasto, ou menos “investimento” como classificou o secretário de Segurança Pública do Paraná Wagner Mesquita.

A decisão por uma estrutura mais enxuta tem a ver com a expectativa por uma mobilização popular que deve ser menor desta vez e que, além disso, demonstra menos indicações de acirramento entre as partes. Justamente por causa desses elementos, Mesquita negou que a operação de maio tenha sido superdimensionada.

Conforme informação repassada à Sesp pela frente de apoio ao ex-presidente, 40 ônibus devem trazer cerca de 2.500 pessoas para o ato marcado para a praça Generoso Marques; a eles devem-se somar ainda moradores da própria cidade: a expectativa para o evento, convocado pelo PT é por 5.000 pessoas.

Já a manifestação contrária ao petista será realizada no Museu Oscar Niemeyer e é convocada pelo MBL, mas nenhum representante do movimento participou da reunião na secretaria de segurança.

O policiamento deve acompanhar e dar suporte aos protestos, mas a operação deve, mais uma vez, concentrar forças nas proximidades do prédio da Justiça Federal, onde acontecerá o depoimento.

Assim como aconteceu em maio, serão montados bloqueios desde as primeiras horas da manhã e o acesso será restrito.

Diferente do que aconteceu o primeiro depoimento, desta vez o ex-presidente Lula deve chegar de carro à cidade e já nesta terça-feira, véspera da audiência.

Repórter Cristina Seciuk

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