Foto: Colaboração/CBN Curitiba

A explosão ocorreu no último sábado, durante o processo de impermeabilização de um sofá. Um menino de 11 anos morreu depois de ser lançado pela janela do imóvel, que fica no sexto andar, e outras 3 pessoas ficaram feridas. Trata-se de um casal proprietário do apartamento, e um técnico da empresa que foi até o local.  

O depoimento começou no final da tarde. O sócio proprietário da empresa disse que era ele mesmo quem preparava os produtos utilizados nos serviços de impermeabilização.

O processo ocorria em uma sala, logo que ele chegava na empresa. Sobre o equipamento utilizado, o proprietário disse que era apenas uma máquina utilizada na impermeabilização de sofás, e que a manutenção tinha ocorrido recentemente.

Era ele quem treinava os próprios funcionários sobre os procedimentos de segurança, e alega deixar bem claro que os clientes deveriam ser avisados sobre os perigos de incêndios ou explosões.

A orientação aos clientes, segundo o depoimento, era para que todos saíssem do cômodo onde era feita a aplicação, abrissem portas e janelas, e que jamais acendessem fogo ou provocassem faísca.

Disse ainda que o funcionário que estava no apartamento era o mais experiente, e que tinha recebido o treinamento adequado. Por fim ele disse que nunca freqüentou cursos de engenharia química, mas teria aprendido a mexer com produtos de impermeabilização por meio de orientações repassadas pelo sogro, que também atua na área sem capacitação técnica  

Ainda prestaram depoimento a esposa do proprietário, também sócia na empresa, e um supervisor que tinha sido contratado há algumas semanas.

A CBN conversou como delegado Adriano Chofi, da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições. Segundo ele, o depoimento do supervisor da empresa colocou em cheque tudo o que foi dito pelo proprietário.

O supervisor afirmou que ninguém tinha curso técnico na empresa, e que a orientação aos clientes era para que abrissem janelas ou portas por causa do cheiro forte, não por risco de explosões.

Ele afirmou também que o dono da empresa manuseava os produtos em sala fechada, sob a alegação de que a fórmula da mistura não poderia ser revelada.

A empresa tinha um nome fantasia, mas a razão social autorizava apenas serviços em estofamentos automotivos, e não de impermeabilização de estofados.

A empresa teria solicitado o alvará de funcionamento para este tipo de atividade dois dias após a explosão. A policia agora espera o laudo técnico da perícia, para saber que tipo de ingredientes o proprietário da empresa utilizava.

A perícia que vai ajudar na identificação das causas da explosão deve ficar pronta até o fim do mês

Repórter Fábio Buchmann