Foto: Reprodução/OAB
Terrazza Panorâmico

Os interrogatórios começaram por volta das 09:00 e são conduzidos pela juíza da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, Luciane Regina Martins de Paula.

O período manhã foi reservado para o depoimento de pelo menos três testemunhas arroladas pela defesa. À tarde começam os depoimentos dos sete réus acusados de envolvimento na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas: Edison Brittes Júnior, autor confesso da morte do jogador; Cristiana Brittes, esposa de Edison; Allana Brittes, filha do casal; além de David Vollero Silva, Ygor King, Eduardo Henrique da Silva e Evellyn Brisola Perusso.

Dos sete réus, cinco estão presos. Evellyn Perusso responde ao processo em liberdade desde o início e Allana Brittes deixou a Penitenciária Feminina de Piraquara na última semana, após um habeas corpus ser aceito pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O clima foi de tranqüilidade no Fórum de São José dos Pinhais. Os réus que permanecem presos chegaram sob escolta policial e permaneceram algemados. Nenhum familiar, tanto da vítima, quanto dos acusados, acompanhou os depoimentos que ocorreram pela manhã.

Edson Stadler, advogado de Eduardo Henrique da Silva, disse que esta etapa do processo será uma das mais importantes, quando vai se saber o que de fato ocorreu na noite do crime.

Já Newton Ribeiro, um dos assistentes de acusação, falou sobre a expectativa da família de Daniel envolvendo esta etapa do processo.

O advogado de defesa da família Brittes, Cláudio Daledone, disse que tentaria mudar a ordem dos depoimentos, já que novas acusações poderiam surgir contra Edson Brittes. Ele seria o primeiro a prestar depoimento.

Os depoimentos dos réus devem se estender até a próxima quinta-feira. Após o interrogatório de todos os acusados a juíza vai decidir se eles vão ou não a júri popular.

Daniel Corrêa Freitas era jogador de futebol e atuava no São Bento de Sorocaba e teve passagens por Coritiba, São Paulo e Botafogo. Ele foi encontrado morto na manhã do dia 28 de outubro em um matagal, na Colônia Mergulhão, zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Segundo as investigações, ele participou da festa de 18 anos de Allana Brittes em uma casa noturna de Curitiba e depois seguiu para a casa de Edison Brittes, onde as agressões contra ele começaram.

Em depoimento à polícia, Edison Brittes disse que matou o jogador após vê-lo tentando estuprar a esposa, mas para a Polícia Civil e para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), isso não aconteceu.

Repórter Fábio Buchmann