Foto: Equipe CBN
Terrazza Panorâmico

Figuras importantes da política paranaense ficaram de fora dos cargos concorridos nas eleições de 2018. Roberto Requião (MDB), não conseguiu a reeleição para o cargo de senador da República e pela primeira vez, desde 1990, ficou sem um cargo eletivo.

Requião contabilizou 15,08% dos votos válidos, com 1.528.291 eleitores, ficando atrás dos eleitos Oriovisto Guimarães (PODEMOS) e Flávio Arns (Rede), que tiveram 29,17% e 23% dos votos, respectivamente.

Pelas redes sociais, já na manhã desta segunda-feira (8), o candidato ainda pareceu inconformado com a derrota e escreveu o seguinte texto: “Impressionante. Manipulação de pesquisa, ataques e calunias na internet, destroem minha carreira nacionalista em 48 horas. Um dos melhores índices eleitorais é pulverizado. Não vou lamentar, mas o Brasil precisa conhecer este processo”.

Quem também não conseguiu se eleger foi o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). O candidato também tentou o cargo de senador, mas contabilizou 3,73% dos votos válidos, com 377.872 eleitores, aparecendo apenas na sexta posição dos mais votados.

As últimas pesquisas eleitorais já mostravam uma queda expressiva de Richa nas intenções de voto, principalmente após ele ser preso na Operação Rádio Patrulha deflagrada no dia 11 de setembro pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Ainda na manhã deste domingo (8), quando esteve no Colégio Estadual Amâncio Moro, no bairro Jardim Social, em Curitiba, para registrar o voto, Richa falou da queda nas pesquisas e voltou a dizer que não tem dúvidas de que sua prisão foi armada e sem legitimidade.

Para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o tucano seria o líder de uma organização criminosa que fraudou licitação de R$ 70 milhões para manutenção de estradas rurais no Paraná. Richa nega as acusações e afirma que a denúncia é baseada em colaboração premiada “sem qualquer base em provas de suas falaciosas alegações”.

Repórter William Bittar

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