Foto: Reprodução AEN
Terrazza Panorâmico

A eleição que vai definir quem irá comandar a Casa pelos próximos dois anos está marcada para a tarde desta sexta-feira, quando acaba o recesso parlamentar.

Os senadores são chamados a votar de acordo com a ordem de criação dos estados, assim como ocorre na posse dos senadores. Para ser eleito, o candidato precisa receber no mínimo 41 votos. Se isso não ocorrer, é feito um segundo turno de votação.

Por enquanto são pelo menos oito senadores cotados para concorrer à sucessão de Eunício Oliveira, do MDB cearence, na presidência do Senado.

No entanto este número pode mudar, se forem confirmadas todas as candidaturas. Pode ser um recorde no número de concorrentes, desde o fim da ditadura militar.

Um dos candidatos é o senador do Podemos do PR, Álvaro Dias. Pelas regras atuais, a escolha dos cargos da mesa diretora do Senado é feita por votação secreta e em urna eletrônica.

Os dois senadores eleitos pelo Paraná em outubro adotam um discurso parecido sobre a escolha do novo presidente da Casa. O senador paranaense Flávio Arns, da Rede, é contra a votação secreta. Segundo ele, em tempos de clamor popular por transparência, não há mais como manter este tipo de procedimento.

Ele defende votação aberta para que todos conheçam o posicionamento dos parlamentares

Flávio Arns comentou a candidatura de Renan Calheiros do MDB, nos bastidores ele é classificado como o favorito para a disputa, mas tem uma alta rejeição popular. Segundo o senador paranaense, Renan Calheiros deveria atender ao anseio da população brasileira e desistir da candidatura

Flávio Arns explicou os motivos de não apoiar Renan Calheiros

Oriovisto Guimarães, do Podemos, o senador mais votado no Paraná, adota praticamente o mesmo posicionamento de Flávio Arns. Para ele, o voto secreto deveria ser adotado só em situações extremas

Oriovisto Guimarães vai apoiar a candidatura do colega de partido, Senador Álvaro Dias

Oriovisto Guimarães também é contra a candidatura de Renan Calheiros. Se eleito, seria um tapa na cara do povo.

Repórter Fábio Buchmann