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O ex-governador Sérgio Cabral poderia ter permanecido em silêncio, mas ele conversou com o juiz Sérgio Moro por cerca de uma hora durante a audiência na tarde desta quinta-feira. O advogado de Sérgio Cabral, Fernando Fragoso, saiu rapidamente após o depoimento do ex-governador e não quis conversar com os jornalistas sobre a sessão.

Cabral é acusado de receber propina no valor de R$ 2,7 milhões referente a um contrato de serviço de terraplanagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A quantia, conforme a ação na Justiça, foi paga em dinheiro vivo. Cabral e a esposa Adriana Ancelmo são réus e respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Adriana também foi ouvida pelo juiz Sérgio Moro na audiência desta quinta-feira. O advogado dela, Renato de Morais, afirmou que Adriana respondeu a todos os questionamentos feitos durante a sessão.

Sobre ainda estes gastos de Adriana Ancelmo, o advogado negou que o dinheiro usado pela esposa de Cabral teria origem no pagamento de propina.

Os gastos citados na denúncia foram de aquisições de móveis, minibugs e equipamentos gastronômicos, tudo pago com dinheiro vivo. Segundo o advogado de Adriana Ancelmo, Renato de Morais, estas compras foram quitadas com recursos de Cabral.

Na audiência desta quinta-feira também prestaram depoimento o ex-secretário de governo do Rio de Janeiro, Wilson Carlos Cordeiro, e a esposa dele, Mônica Carvalho. Outro réu no processo, o empresário Carlos Miranda, que era o braço direito de Cabral, decidiu permanecer em silêncio.

Após a sessão, Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, Wilson Carlos Cordeiro e Carlos Miranda foram levados para a superintendência da Polícia Federal. Cabral e Adriana retornam para o Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira.

Repórter Joyce Carvalho

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