Foto: reprodução Rádio CBN

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, chegou a sede da Polícia Federal, em Curitiba, na tarde deste sábado. O político foi transferido após descumprir as regras do presídio onde estava na capital fluminense.

De acordo com as regras do Complexo de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde Cabral estava preso, ele poderia receber a visita de apenas uma pessoa previamente cadastrada. No entanto, de acordo com o Ministério Público Federal, o ex-governador do Rio de Janeiro teria recebido várias visitas de amigos, familiares e até de políticos.

Por determinação da Justiça, Sérgio Cabral foi transferido neste sábado (10) para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba. O avião que trouxe o preso pousou no Aeroporto Afonso Pena, na Grande Curitiba, por volta das 16h20. Escoltado pela Polícia Federal, Cabral seguiu para a sede do Instituto Médico Legal onde passou por exame de corpo delito. De lá ele seguiu direto para a sede da PF onde chegou por volta das 17h20.

Por ser sábado, a sede da polícia estava fechada. Mas isso não impediu que um pequeno grupo de manifestantes do movimento Curitiba Contra a Corrupção passasse a tarde em frente à corporação na espera do político. No entanto, a viatura que trazia Sérgio Cabral entrou rapidamente no prédio por um portão secundário o que impediu a visão dos manifestantes e da própria imprensa.

Atrás das grades

Segundo a reportagem da CBN Curitiba apurou, por enquanto, o ex-governador vai ficar em uma cela sozinho. Outros doze presos da Operação Lava Jato estão presos na carceragem da Polícia Federal. Entre eles o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha; o ex-ministro, Antônio Palocci; e o empresário Marcelo Odebrecht. No primeiro dia em Curitiba, o cardápio da janta servida ao político inclui arroz e feijão ou macarrão, uma proteína (carne ou frango), salada e ainda uma sobremesa.

Operação Calicute

Sérgio Cabral foi preso no dia 17 de novembro na Operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato. As investigações identificaram desvios de R$ 224 milhões de obras do estado feitas com recursos federais, como a reforma do Maracanã, o PAC Favelas e o Arco Metropolitano.

De acordo com a força tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal, o esquema era chefiado por Sérgio Cabral. Ele também é acusado de receber mesadas de R$ 200 mil a R$ 500 mil de empreiteiras, como a Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia.

No decreto de prisão preventiva, o juiz Sérgio Moro citou “a ruína das contas públicas” do Rio para justificar a medida contra o político.

Foto: reprodução Rádio CBN

 

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