Foto: Site Ajufe
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A Associação dos Juízes Federais do Brasil concluiu a consulta que resultou na Lista Tríplice de indicados à vaga do ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF).

A lista é composta pelo juiz federal Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca e pelo desembargador do Tribunal Regional Federal de São Paulo, Fausto De Sanctis. Moro recebeu 319 votos, Fonseca 318 e De Sanctis 165.

Participaram da votação 761 associados da AJUFE, com direito a votar em até três candidatos. A relação de nomes da magistratura será entregue ao Presidente Michel Temer como uma sugestão dos representantes da Justiça Federal para o preenchimento da vaga do relator da Lava Jato no Supremo.

A lista tríplice da AJUFE foi elaborada em duas fases: do dia 24 ao dia 25, os associados puderam indicar nomes de Juízes Federais, Desembargadores Federais e Ministros dos Tribunais Superiores para compor a lista prévia de candidatos. O único critério para a indicação na primeira etapa era o magistrado ter mais de 35 anos, como determina o artigo 101 da Constituição, que rege a composição do Supremo Tribunal Federal.

As indicações da primeira fase de votação resultaram em uma relação de 34 nomes. Do dia 26 ao dia 31, os pré-selecionados foram escolhidos por seus colegas de magistratura e os três mais votados deram origem à Lista Tríplice.

Com a morte do ministro Teori Zavascki, vítima de um acidente aéreo no dia 19 de janeiro, muitas dúvidas surgiram sobre o futuro da Operação Lava Jato no Supremo. Teori é oriundo da Justiça Federal, por isso, a Associação dos Juízes Federais diz que considera “imprescindível” que a vaga na Corte seja destinada à Magistratura Federal.

Mais votado entre os juízes, Sérgio Moto é o titular da 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele ingressou na magistratura federal em 1996. Logo no início da carreira, em 1998, buscou especialização na Harvard Law School e cursou programas de estudos sobre lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento de Estado dos EUA.

A especialização em crimes financeiros foi aplicada entre 2003 e 2007, quando trabalhou no caso Banestado. A atuação de Moro resultou na condenação de 97 pessoas. Moro auxiliou a ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber durante o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como Mensalão.

Desde 2014, o juiz Moro comanda o julgamento em primeira instância dos crimes identificados pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

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