Foto: Reprodução Facebook

Daniel Colman já estava afastado das funções desde que a delegada Aline Manzatto, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, afirmou, em depoimento no dia 12 de abril, que o primeiro laudo da perícia envolvendo a morte da fisiculturista Renata Muggiati, em setembro de 2015 e assinado por ele, era falso.

O Relatório Conclusivo da Comissão de Processo Administrativo Disciplinar e que pede a demissão do perito, foi acolhido pelo secretário de Segurança Pública, Júlio Cezar dos Reis. Na decisão, o secretário aponta que o médico-legista emitiu o Laudo de Necropsia, cuja conclusão apresenta falsa relação à ‘causa mortis’ da vítima sob sua responsabilidade. O documento foi divulgado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira.

Colman teria indicado que a fisiculturista se jogou do 31º andar do prédio onde morava, em Curitiba, enquanto a família da vítima afirma que o responsável pela morte dela é o médico Raphael Suss Marques, namorado de Renata na época. Ele a teria asfixiado e jogado pela janela para simular o suicídio.

O primeiro exame do Instituto Médico Legal (IML), e que foi assinado pelo perito, indicou que a fisiculturista não foi asfixiada pelo namorado, antes da queda. No entanto, uma segunda análise do IML mostrou o contrário.

O médico-legista já foi indiciado pela Polícia Civil por falsa perícia. Ele deve prestar novos depoimentos ao Juizado da Violência Doméstica de Curitiba, onde o caso é julgado. Ele seria ouvido nesta quarta-feira, mas a defesa de Raphael Suss Marques pediu o adiamento com a justificativa de que alguns trabalhos periciais ainda não foram concluídos. Uma nova data para o interrogatório ainda será definida.

A decisão de Júlio Reis foi encaminhada à governadora Cida Borghetti, que deve acatar a demissão do médico-legista.

A CBN Curitiba não conseguiu localizar o advogado de Daniel Colman para obter um retorno sobre a demissão.

Repórter William Bittar

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