Foto: Divulgação Conselho da Comunidade

Depois de uma série de denúncias sobre superlotação na Central de Flagrantes, no Centro de Curitiba, a maior parte dos presos foi transferida nesta sexta-feira.

Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, 115 presos que estavam custodiados no local foram levados para o sistema penitenciário, mas o Depen não confirmou em quais unidades foram recebidos até o fechamento desta reportagem.

Apesar da retirada, o espaço ainda tem excesso de presos, mas nem se compara com a condição anterior, que era de superlotação de 1750%: a carceragem, que tem capacidade para oito pessoas abrigada 140 segundo o Conselho da Comunidade na Execução Penal; pouco menos, 130, segundo a Sesp.

Na manhã de hoje 15 presos permaneceram por lá, sete a mais do que a capacidade, entretanto a perspectiva é por pior do quadro, e rápida. Isso porque a Central de Flagrantes recebe entre 10 e 15 presos por dia, com isso a mesma situação, nos mesmos parâmetros de superlotação, pode se repetir dentro de dez dias.

Para evitar o cenário, a assessoria da Secretaria de Segurança Pública afirmou que a Polícia Civil vai monitorar o caso para que a condição não volte aos mesmos níveis insuportáveis constatados até ontem.

A Sesp ainda reforçou que as transferências para os presídios dependem de autorização de Comitê específico e que a solução definitiva para a superlotação em carceragens depende da construção de novas vagas no sistema penitenciário, que acontece a passos lentos por causa da burocracia.

Para amenizar a condição dos distritos que ainda abrigam presos, celas modulares estão em processo de instalação. Os chamados shelters já estão operando em Piraquara. No interior, o prazo para a construção é junho.

Repórter Cristina Seciuk