Foto: Vanessa Fernandes
Terrazza Panorâmico

As galerias da Assembleia Legislativa do Paraná estiveram lotadas de servidores públicos estaduais, que nesta terça-feira (25) prosseguiram em paralisação de suas atividades. Os servidores, de diferentes categorias como educação, saúde e segurança pública reivindicam o pagamento de reajuste referente aos últimos quatro anos.

Os deputados se revezaram na tribuna em discursos favoráveis ao reajuste dos servidores, enquanto outros deputados da base do governo defendiam a negociação e o retorno das categorias ao trabalho.

O deputado Tadeu Veneri (PT) destacou que o pagamento da data base dos servidores é uma reivindicação justa, uma vez que impostos como o IPVA, IPTU, ICMS receberam reajustes nos últimos quatro anos, enquanto os servidores não.

Já o líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD) disse que o governo do Estado não irá negociar com greve em andamento. Bakri ressaltou ainda, que a proposta de retorno ao trabalho para que prossigam as negociações, foi feita ao Fórum das Entidades Sindicais na noite de segunda-feira.

O líder do governo disse ainda que representantes do governo do Estado pediram ao Fórum das Entidades Sindicais além do retorno às atividades, um prazo de sete a dez dias para uma resposta sobre o reajuste.

As entidades sindicais que na manhã desta terça-feira deflagraram a greve com a participação de 20 categorias do funcionalismo público estadual, prometem a continuidade da paralisação com a adesão de novos servidores da Universidade Estadual de Londrina, Universidade Estadual de Maringá e demais servidores do ensino superior de Guarapuava e Irati. De acordo com o fórum que representa diversas entidades sindicais, os salários estão congelados há 4 anos e a defasagem salarial chega a 17%, valor que equivale a quase 3 salários a menos por ano.

Repórter Vanessa Fernandes