Foto: José Cruz/Agência Brasil

A abertura de vagas temporárias deve aumentar neste fim de ano. Sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) identificou que 17% das empresas dos setores de comércio e serviços do estado devem contratar trabalhadores temporários, o que deve gerar mais de 5 mil vagas temporárias no Paraná.

É a maior projeção de contratação dos últimos três anos. Em 2017, a pretensão de vagas temporárias era de 13,6%; em 2016 foi de 16,1%, e em 2015, de 14,5%.

O comércio concentra 18,8% dos postos temporários de trabalho, enquanto o setor de serviços, 13%. Segundo o Diretor de Planejamento e gestão da Fecomércio, Rodrigo Rosalem, a crise quem vem se arrastando no país nos últimos anos, fez com que muitas empresas e prestadores de serviços reduzissem o quadro de funcionários.

Agora é hora de recomposição, ou seja, são vagas temporárias com grande expectativa de que se transformem em um emprego definitivo. São 70% das empresas ouvidas pela Fecomércio, acenando com a possibilidade de contratação definitiva.

A projeção de vagas temporárias acima da média obtida nos últimos 3 anos reflete o otimismo do setor para as festas de fim de ano, segundo o diretor de gestão e planejamento da Fecomércio.

Sobre as vagas temporárias, as contratações vão se concentrar na função de vendedor, com 49%, para dar conta do fluxo adicional de consumidores durante o Natal e festas de fim de ano.  Também devem ser criadas vagas temporárias para atendente geral (12,6%), estoquista (9,8%) e caixa (9,8%). Segundo Rodrigo Rosalem, os empresários precisam organizar uma linha de frente para atender a demanda neste final de ano. O foco é o atendimento ao público

Ainda sobre os números divulgados pela Fecomércio, 49,2% dos empresários irão contratar apenas um funcionário. Os estabelecimentos que planejam contratar até cinco colaboradores correspondem a 23,7% e os que pretendem contratar de seis e dez funcionários, 3,4%.

As empresas que abrirão mais de dez vagas somam 5,1%. Ainda há 18,6% dos gestores que não definiram o número de vagas temporárias.

Repórter Fabio Buchmann