Por 10 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal suspenderam, nesta quarta-feira, a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o presídio de Tremembé II, que fica no interior de São Paulo. O voto do ministro Marco Aurélio Mello foi o único em contrário.

Com a decisão, o petista permanece preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. A decisão revertida havia sido tomada pela juíza federal Carolina Lebbos, do Paraná, e endossada pelo juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, da Vara de Execuções da Justiça Estadual de São Paulo, com destinação do ex-presidente a um presídio comum.

O resultado foi recebido com euforia por simpatizantes de Lula, que permaneceram durante todo o dia nas imediações do prédio da PF, no bairro Santa Cândida. Assim que souberam da decisão, os manifestantes gritaram palavras de ordem e cantaram, por longos minutos.

Para o advogado Manoel Caetano, da equipe de defesa do ex-presidente, fez-se justiça, ainda que parcial.

Manoel Caetano disse que o ex-presidente recebeu a notícia com serenidade, pois estava indignado e considera-se um preso político. De acordo com o advogado de defesa, Lula não temia pela transferência. E também não chegou a haver qualquer tipo de planejamento, para a hipótese da remoção se concretizar. O advogado falou, ainda, sobre a celeridade da decisão.

Agora, a expectativa é pelo julgamento do habeas corpus em relação à condenação do petista no caso do triplex do Guarujá, que pode anular a sentença e colocá-lo em liberdade. Segundo a defesa, teria havido parcialidade do ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, no julgamento do caso.

Repórter Marcelo Ricetti