Foto: Divulgação/EBC

Operações plásticas reparadoras para a retirada de excesso de pele em pacientes que fizeram cirurgias bariátricas devem ser custeadas pelos planos de saúde.

Esse foi o entendimento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O STJ condenou uma operadora a cobrir os custos da intervenção reparadora e, ainda, indenizar a paciente por danos morais por ter recusado a cobertura de forma indevida.

O plano recorreu ao STJ alegando que os procedimentos solicitados não estavam previstos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de afirmar que a cirurgia teria apenas objetivo estético.

Entretanto, o relator, ministro Villas Bôas Cueva, negou a apelação. Para o diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Caetano Marchesini, a reparação é fundamental para evitar o surgimento de doenças de pele.

A comerciante Andreia Fortes fez a cirurgia bariátrica há sete meses. O risco à saúde e a auto estima baixa a fizeram procurar a alternativa.

Foram mais de trinta quilos perdidos, como consequência, muita sobra de pele.

Repórter Lucian Pichetti