Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
Terrazza Panorâmico

Tchutchuca é uma gíria muito comum no Rio de Janeiro e significa mulher bonita. O termo ficou famoso no país quando passou a ser usado em música de funk.

Em 2001, a banda Bonde do Tigrão popularizou o termo para chamar qualquer menina, de gata. Mas nesta quarta-feira (3), em Brasília, o termo voltou à tona durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal.

O deputado federal pelo PT do Paraná, Zeca Dirceu, usou o termo ao interpelar o Ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a reforma da previdência.

A troca de farpas entre o deputado e o ministro significou o fim da sessão depois de sete horas de muito debate e troca de acusações sobre a reforma da previdência. A discussão deixou a sala da comissão e rapidamente ganhou as redes sociais.

Outro deputado federal paranaense, Paulo Martins, do PSC, que estava inscrito para falar mas não conseguiu porque a sessão foi encerrada pelo deputado Felipe Francischini, reclamou da maneira como o deputado Zeca Dirceu interpelou o ministro. E disparou em suas redes sociais: “José Dirceu (o pai do Zeca) é tchutchuca pra trabalhar e tigrão pra roubar. Roubar de ricos e de pobres.”

Mas não é de agora que deputados paranaenses usam o termo tchutchuca e tigrão.

Na CPMI do Cachoeira, o então deputado federal Fernando Francischini chamou o relator Odair Cunha de tchutchuca quando se referia ao governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz e tigrão em relação ao governador de Goiás Marconi Pirillo. O caso quase acabou em briga com o deputado Doutor Rosinha, que saiu em defesa de Odair Cunha.

Mas quem introduziu o termo na política teria sido o ex-governador do Paraná, Roberto Requião.

Em 2002, ele chamou os senadores Álvaro e Osmar Dias de tigrão quando falavam da corrupção no Paraná e tchutchuca quando se referiam ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Definitivamente, os parlamentares paranaenses se apropriaram dos termos tchutchuca e tigrão.

Da redação