Foto: William Bittar

A Justiça divulgou, na tarde desta quinta-feira (21), os vídeos das primeiras audiências realizadas com as testemunhas de acusação no processo que investiga a morte do jogador Daniel Correa Freitas, em outubro de 2018.

Foram ouvidas cinco testemunhas sigilosas que estavam na casa de Edison Brittes quando as agressões contra o jogador começaram. Duas delas afirmam que Cristiana não queria que o jogador fosse morto dentro da residência.

A CBN Curitiba separou alguns trechos dos depoimentos e não vai identificar quais pessoas relataram a situação, justamente por elas estarem sob sigilo da Justiça.

Uma das testemunhas relatou que ficou ao lado de Cristiana Brittes e quando viu que Daniel Corrêa Freitas já não conseguia se mexer e estava todo machucado, falou que chamaria o Samu, para prestar socorro ao jovem, quando foi impedida por Edison Brittes Júnior, que confessou ter executado o atleta.

A mesma testemunha também relatou que viu Edison Brittes com a faca na mão e naquele momento percebeu que ele iria matar Daniel.

Outra testemunha confirmou essa versão de que Cristiana proferiu a frase Allana Brittes, filha do casal, mas ela dizia que ambas sabiam como era Edison Brittes.

A testemunha também afirma que ouvia frases de dentro do quarto, onde Daniel estava sendo agredido, incitando a morte do jogador.

As duas testemunhas relataram que ficaram na sala da casa, quando Edison Brittes, David Vollero, Ygor King e Eduardo Henrique da Silva entraram no carro, com Daniel já colocado no porta-malas, e logo que eles saíram pediram um carro por aplicativo e deixaram a casa da família Brittes.

Quem também prestou depoimento à Justiça foi o investigador da polícia civil, Marcelo Augusto, ele frisou que uma das testemunhas afirmou que Edison Brittes chamou os outros para o carro, mas garantindo que a partir daquilo as coisas iriam mudar.

Ao todo, treze pessoas foram ouvidas nesta primeira etapa das audiências de instrução do caso.

Sete pessoas foram acusadas de envolvimento na morte do jogador e seis estão presas desde a época do crime.

Nos dias 01, 02, 03 e 05 de abril, será a vez da juíza Luciani Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, ouvir as testemunhas de defesa dos réus.

Depois disso, os acusados devem ser interrogados e a juíza vai decidir se eles vão, ou não, a júri popular.

Repórter William Bittar