Foto: TJPR

O futuro de José Ary Nassif, ex-diretor administrativo, e Cláudio Marques da Silva, ex-diretor de Pessoal da Assembleia Legislativa (Alep), só vai ser decidido no dia 21 de setembro.

Na tarde desta quinta-feira (24), a 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-PR) analisava recursos da condenação dos ex-diretores da Assembleia, contudo, a decisão acabou adiada para o mês que vem após um pedido de vista do desembargador José Carlos Dalacqua, que solicitou mais prazo para estudar o caso. Dalacqua é o terceiro e último voto no julgamento. Primeiramente votou o desembargador José Maurício Pinto de Almeida, relator do processo, que decidiu pela manutenção da sentença condenatória, dada em 2013. Depois foi a vez do juiz substituto Marcel Guimarães Rotoli de Macedo, que acatou parcialmente os pedidos da defesa e considerou nulas algumas das provas consideradas na ação criminal, o que anularia também a sentença.

José Ari Nassif e Cláudio Marques negam as irregularidades das quais são acusados. As defesas recorreram ao Tribunal de Justiça, alegando que as provas que ajudaram a condenar os dois foram apreendidas de forma ilegal.

Os ex-diretores são acusados de viabilizar a contratação de funcionários fantasmas, que permitiu o desvio de R$ 250 milhões dos cofres da Assembleia, segundo o Ministério Público, no caso conhecido como “Diários Secretos”, denunciado em uma série de reportagens da RPC e do jornal Gazeta do Povo.

Nassif e Marques foram considerados culpados, por sentença da juíza Ângela Ramina, da 9.ª Vara Criminal de Curitiba, em 2013. Eles foram condenados a 18 anos, 11 meses e 20 dias de prisão, pelos crimes de formação de quadrilha, peculato (apropriação de dinheiro público) e lavagem de dinheiro.

Repórter Lucian Pichetti

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