Foto: Orlando Kissner/ANPr

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná concedeu habeas corpus ao ex-governador do estado, Beto Richa, preso desde 19 de março. A decisão foi por dois votos contra um pela concessão de liberdade ao tucano, informação confirmada pela assessoria de imprensa do TJ.

A argumentação da defesa e acatada pela maioria dos desembargadores é de que Richa foi preso preventivamente em decorrência de fatos antigos.

Richa está preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais, mesma unidade prisional da região metropolitana de Curitiba que abriga presos da Lava Jato. Desta vez foi detido em decorrência da Operação Quadro Negro, do Ministério Público do Paraná, que investiga desvios de recursos em obras de escolas da rede pública de ensino Para o MP, há indício de que Beto Richa comandava o esquema criminoso, de pagamento de propinas em troca do favorecimento de empresas contratadas pelo poder público.

Em nota, a defesa de Beto Richa afirmou que “que acredita na restauração de legalidade e que segue confiante nas instituições do Poder Judiciário, em especial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Informa ainda que esclarecerá no curso do processo todos os fatos necessários à demonstrar a inocência do ex-Governador”.

Até o momento não há informação sobre quando o ex-governador deve deixar a prisão.

Richa foi preso em outras duas investigações: primeiro na operação Rádio Patrulha, também do MP do Paraná que investiga fraudes em contratos para a manutenção de estradas rurais, e na Integração, do Ministério Público Federal, que apura irregularidades nas rodovias pedagiadas do estado. Nas ocasiões anteriores, Richa consegui habeas corpus por decisões monocráticas do de Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e de João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça.

Repórter Cristina Seciuk