hospital-de-clinicas-hc
Foto: Divulgação/Ebserh
Terrazza Panorâmico

Desde segunda-feira (11), trabalhadores da Funpar que atuam no Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), se revezam na greve contra o processo de demissão de mais de 500 pessoas lotadas no HC. Algumas dessas pessoas trabalham lá há mais de 30 anos.

Em 2014, um acordo feito em uma Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público do Trabalho, estabeleceu que as demissões de todos os funcionários da Fundação deveriam acontecer em cinco anos, ou seja, o prazo se encerra no dia 24 de novembro de 2019.

Cerca de 100 funcionários estavam na greve, em frente ao HC, na manhã desta quarta-feira (13). Segundo o acordo, os funcionários devem ser substituídos por profissionais concursados pela Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).

Segundo o presidente do Senalba, sindicato que representa os empregados da Funpar, Marcelo dos Santos, essa reposição não é vista por quem trabalha no Hospital de Clínicas.

Santos lamenta a preocupação dos trabalhadores que estão no Hospital de Clínicas, pois, não sabem se no dia seguinte ainda estarão empregados. A verba para a rescisão desses trabalhadores deve vir do Ministério da Educação (MEC).

O presidente do Senalba ainda ressalta a preocupação com a demissão nessa época do ano e afirma que a greve vai continuar, pelo menos, tentando fazer com que as discussões sejam encerradas por um tempo e os empregos mantidos.

Em nota, o Complexo Hospital de Clínicas informou que “apesar da paralisação de aproximadamente 100 trabalhadores ligados a Funpar, os serviços do hospital mantiveram suas atividades com os demais colaboradores”.

O hospital lembrou ainda que “a greve busca a reversão de acórdão do Tribunal de Contas da União e acordo judicial junto ao Ministério Públicos do Trabalho, que trata do desligamento destes profissionais”.

A nota também afirma que “foram realizados esforços para que esta judicialização de mais de 20 anos tivesse outro final” e que o HC reconhece “a importância, o trabalho e a dedicação de todos os funcionários da Funpar, sem os quais o CHC não conseguiria executar adequadamente sua missão de ensino e assistência ao longo destes anos”.

A gestão do hospital ressaltou que “se faz obrigatória a demissão destes profissionais”.

Por fim, a nota afirma que “as demissões estão ocorrendo conforme liberação de verba pelo Ministério da Educação” e que “havendo liberação financeira por parte do MEC, tanto a UFPR quanto a Funpar, de forma solidária, se responsabilizam pelo pagamento de todas as verbas rescisórias aos empregados fundacionais lotados no Complexo Hospital de Clínicas da UFPR”, além de que “o não cumprimento destas obrigações pactuadas no acordo judicial implicará em responsabilidade e multa pecuniária”.

Repórter William Bittar