Foto: Giuliano Gomes - SEED

Casos como o que aconteceu em Suzano, no estado de São Paulo, nesta quarta-feira (14), quando dois ex-alunos invadiram a Escola Estadual Raul Brasil e mataram oito pessoas, além de tirarem a própria vida, reacendeu uma discussão antiga, a segurança nas escolas.

No dia 28 de setembro do ano passado, dois alunos do Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no oeste do Paraná, invadiram a instituição com explosivos feitos artesanalmente, uma faca e um revólver e feriram dois estudantes, um deles atingido por um tiro nas costas.

No Paraná, em 2018, foram matriculados mais de 910 mil estudantes na rede estadual de ensino, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O presidente da APP Sindicato, Hermes Leão, conversou com a rádio CBN Curitiba e frisou que não é apenas a presença de uma autoridade policial nas escolas que vai evitar uma situação como essa, mas sim, políticas públicas que melhorem a relação aluno/escola.

Hermes Leão também falou que é preciso entender mais a cabeça dos jovens que muitas vezes sofrem com o preconceito dentro das escolas pelos próprios colegas, o chamado bullyng.

O presidente da APP Sindicato também lembrou o fato do uso do uniforme nas instituições de ensino o que pode ajudar na identificação de quem entra e sai da escola.

A CBN Curitiba solicitou um porta-voz da Polícia Militar para falar sobre a atuação nas escolas estaduais e aguarda retorno.

Repórter William Bittar