(Foto: Maurilio Cheli/SMCS)

A Urbs, empresa que gerencia o transporte coletivo de Curitiba, divulgou que o número de passageiros parou de cair, o que interrompeu uma trajetória de redução de usuários de seis anos. Conforme a empresa, pela primeira vez, o número de passageiros que pagou para se locomover de ônibus na capital corresponde ao que foi projetado pela Urbs.

A Urbs informou que, de março, quando começa o período tarifário, a julho deste ano, foram registrados 76 milhões e 600 mil passageiros pagantes, quase o mesmo que o projetado pela Urbs, de 76 milhões e 800 mil usuários pagantes.

No entendimento da Urbs, o número poderia ter sido maior caso não ocorresse a greve dos caminhoneiros, entre maio e junho, que paralisou alguns serviços, diminuindo os deslocamentos por ônibus.

Para calcular os custos do sistema e planejar a operação do transporte, a Urbs projeta para o ano seguinte o número de passageiros pagantes transportado no ano anterior. Para 2018, por exemplo, foi considerada a mesma quantidade de passageiros pagantes de 2017.

Na rede de transporte de Curitiba são transportados por dia, em média, 660 mil usuários pagantes. Somados os isentos, esse número chega a quase 800 mil passageiros.

Explicações

O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, vai até a Câmara Municipal de Curitiba nesta terça-feira (14). Neste dia, não haverá votação de projetos de lei. Segundo informações do Poder Legislativo Municipal, Maia Neto deve explicar aos vereadores o reajuste da tarifa técnica do transporte coletivo. A tarifa saiu de R$ 4,24 para R$ 4,71.

Parte dos vereadores chegou a apresentar um requerimento para a convocação do presidente da Urbs, mas o pedido foi rejeitado depois que o líder da prefeitura de Curitiba na Câmara, Pier Petruzziello, prometeu que o presidente da Urbs iria à Câmara Municipal.

Houve bastante discussão entre os parlamentares sobre a diferença entre convidar ou convocar uma autoridade municipal, pois, no último caso, conforme o Regimento Interno, seria chamada uma sessão extraordinária somente para esse fim.

Segundo a Câmara, na prática, é algo semelhante ao que vai ocorrer na terça. Isto porque os espaços da ordem do dia, do grande expediente e das explicações pessoais foram reservados para a exposição de Maia Neto e posteriores interrogações dos parlamentares. Apenas o pequeno expediente foi mantido, no qual até cinco vereadores podem usar a tribuna para abordar temas à escolha deles.

Repórter Joyce Carvalho