Transportes derrubam exportação no Paraná em outubro

Transportes derrubam exportação no Paraná em outubro
Foto: Reprodução/Agência Fiep

As exportações do Paraná vêm sofrendo oscilações significativas nestes meses de pandemia.

Após uma alta nos números de setembro, o resultado de outubro, divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, mostra queda de 15% alcançando a marca de US$ 1,32 bilhão em produtos exportados.

Na comparação com o mesmo mês de 2019, a queda representa 6%.
No sobe e desce da balança comercial, agosto e maio aparecem com resultados negativos tanto em relação ao mês anterior quanto em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as importações somaram US$ 868 milhões em outubro. Com isso, o saldo da balança comercial paranaense ficou em US$ 455 milhões no mês. No ano, as exportações do estado acumulam US$ 13,9 bilhões, valor 1,68% maior do que o verificado no mesmo período do ano anterior.

O Economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Marcelo Alves explica que de maneira geral as exportações paranaenses de produtos agrícolas como a soja se mantiveram, no entanto, a queda nas exportações, especialmente de veículos, a partir de março, foi o que puxou para baixo a exportação no Estado.

A soja representou mais de 30% das exportações e manteve o saldo da balança comercial em US$ 276 milhões.

O segundo produto mais comercializado foi frango, que somou US$ 118 milhões e responde por 9% do total. Açúcar rendeu US$ 90 milhões; óleo de soja, US$ 79 milhões, e milho, US$ 56 milhões.

Um ponto de atenção, é a exportação de carnes, que ao longo do ano acumula queda de 26% em relação ao mesmo período do ano passado, ou seja, reduziu sua participação nas exportações de 17% para 12% este ano.
Marcelo Alves destaca que no caso especifico da carne, a queda foi no valor do produto não na quantidade exportada.

Entre os principais itens importados, o óleo diesel ficou em primeiro lugar em outubro, com US$ 69 milhões. Seguido por soja (US$ 24 milhões); fertilizantes (US$ 22,4 milhões); automóveis (US$ 20 milhões); e inseticidas (US$ 19 milhões).

Enquanto as exportações oscilam, as importações têm registrado quedas acentuadas no ano. Em outubro ficaram 5,73% abaixo de setembro e 29% menores do que os valores de outubro de 2019. O saldo da balança cresceu 142% quando comparado com o mesmo mês do ano anterior justamente por conta deste recuo nas compras externas.

Repórter Vanessa Fernandes