Foto: Google Street View

No último mês de fevereiro a professora Cristiane Vodonis Zanikoski, de 39 anos, descobriu um nódulo na mama. Após os exames, o diagnóstico: ela estava com câncer e precisaria passar pelas sessões de quimioterapia.

A esperança de não perder os cabelos surgiu quando Cristiane descobriu um tratamento complementar que impede a queda dos fios durante a quimioterapia.

O Centro de Oncologia do Paraná é o pioneiro no uso do equipamento. O chamado Scalp Cooler resfria o couro cabeludo e reduz em até 80% a queda de cabelo durante o processo quimioterápico, conforme explica a médica oncologista Emanuella Poyer.

O dispositivo é uma touca conectada a um aparelho, que congela o folículo capilar para que a medicação não atue na região, desta forma preservando os fios. De acordo com a médica, essa técnica é mais eficaz em pacientes diagnosticadas com câncer de mama e ovário e só tem resultado se utilizado em todo o processo, desde a primeira sessão de quimioterapia.

Por enquanto, o procedimento não está disponível gratuitamente nos serviços de saúde. Mas a Cristiane, que já está na sexta sessão de quimioterapia, das oito indicadas pelo médico, tem a expectativa de que em um futuro breve todos que lutam contra o câncer possam utilizar o tratamento. Para ela, o equipamento foi fundamental para garantir a auto-estima no momento difícil.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) de 2018 apontam a incidência de mais de 24 mil novos casos de câncer no Paraná. Nas mulheres, o câncer de mama é o que tem a maior ocorrência, com quase 4 mil registros. Já nos homens, o câncer de próstata é o que mais atinge, com cerca de 5.400 casos.

Repórter Francielly Azevedo

 

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