Foto: William Bittar | CBN Curitiba
Terrazza Panorâmico

Três pessoas foram presas, nesta quinta-feira (8), em mais uma etapa da Operação Quadro Negro, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As prisões aconteceram em flagrante: duas por porte ilegal de arma de fogo e uma por posse de munições.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em 12 cidades paranaenses. Foram alvos proprietários de 14 construtoras.

Os mandados foram cumpridos nas residências de empresários nas cidades de Cascavel, Tomazina, Londrina, Umuarama, Maringá, Foz do Iguaçu, Pitanga, Realeza, Itaipulândia, Pato Branco, Ponta Grossa e Paranavaí.

Segundo o coordenador-geral do Gaeco, Leonir Batisti, o objetivo das buscas é a apreensão de materiais que ajudem nas investigações.

A Quadro Negro apura o desvio de pelo menos R$ 20 milhões em verbas que eram destinadas à construção e reforma de escolas estaduais, entre 2012 e 2015.

Na primeira etapa, realizada na quarta-feira (7), foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão em empresas e residências em Curitiba, Castro, Campo Largo e Cascavel.

Quatro pessoas foram presas em flagrante durante a operação, duas por posse ilegal de arma de fogo, uma por posse de munição e uma por desacato à autoridade.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), são investigados casos de corrupção ativa, peculato e desvios de verbas públicas ocorridos no âmbito da Secretaria de Estado da Educação (Seed), especificamente por meio da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude).

Batisti destaca que muitas vezes a empresa até entrava para concorrer legalmente, mas acabava desvirtuada no meio do caminho.

Segundo a investigação, o esquema era chefiado pelo então governador Beto Richa (PSDB). Para o MPPR, o ex-governador atuava como chefe de uma organização criminosa responsável pela implantação de um sistema que movimentou pagamentos de propina por meio do favorecimento de empresas privadas contratadas pelo Governo do Paraná.

Beto Richa chegou a ser preso no dia 19 de março deste ano, mas foi solto duas semanas depois.

Ao todo, sete processos criminais integram a Quadro Negro e Richa é réu em três deles, acusado de corrupção passiva, obtenção de vantagem e prorrogação indevida em contrato de licitação, obstrução de justiça e organização criminosa.

Além do ex-governador, a esposa dele, Fernanda Richa e outros cinco investigados se tornaram réus em processos da operação.

Beto Richa nega as irregularidades.

Repórter Francielly Azevedo com informações de William Bittar