Foto: José Cruz/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

Mais uma condenação proferida pelo juiz Sérgio Moro foi ampliada em segunda instância. Nesta quarta-feira (02), a 8ª Turma do TRF4, que aprecia os recursos da Lava Jato, aumentou a pena do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada, que passou de 12 anos e dois meses para 15 anos e três meses de prisão. Zelada está preso em Curitiba há mais de dois anos e foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Na mesma sessão, a 8ª Turma manteve as punições aplicadas aos demais réus do processo: o ex-gerente da Petrobras, Eduardo Musa, e os operadores João Henriques e Hamylton Padilha. Todos foram condenados em razão de desvios em um contrato bilionário da Petrobras para operação do navio-sonda Titanium Explorer. O valor total do contrato foi de um bilhão e oitocentos milhões de dólares. Segundo o Ministério Público, houve pagamentos de propina de aproximadamente US$ 31 milhões.

Ainda nesta quarta-feira, os desembargadores analisaram outro recurso da Lava Jato e fixaram o valor mínimo a ser pago pelo ex-presidente da UTC, Ricardo Pessoa, para ressarcimento dos cofres da Petrobras. A multa foi estipulada em R$ 38,2 milhões. A Petrobras recorreu ao TRF4 para garantir a reparação de danos, independente do acordo de colaboração premiada assinado pelo empresário. Segundo a Petrobras, a multa deveria ser equivalente ao valor da propina, estimada em 3% dos contratos citados na denúncia. Pessoa foi condenado a oito anos e dois meses de prisão, mas como é delator, cumpre a pena em regimes diferenciados.

Repórter Tabata Viapiana

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