Foto: Sylvio Sirangelo / TRF4

Nesta 4.ª-feira, a 8.ª turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região decidiu manter a condenação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, por corrupção passiva. Mas ele foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro. A pena passou de 11 anos de prisão para 7 anos, 9 meses e 10 dias.

O Grupo Odebrecht, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, teria pago vantagem indevida a Bendine, da ordem de R$ 3 milhões entre junho e julho de 2015, quando ele era presidente da Petrobras. Depois que recebeu os valores, Aldemir Bendine teria iniciado movimentações internas na estatal, para favorecer o grupo.

Segundo o MPF, a vantagem indevida teria sido solicitada pelo executivo quando ele ainda ocupava o cargo de presidente do Banco do Brasil. Isto, em decorrência de uma operação de crédito em favor da Odebrecht Agroindustrial. Mas os dirigentes do grupo só concordaram em pagar depois que ele assumiu a presidência da Petrobras.

A 8.ª turma absolveu Aldemir Bendine do crime de lavagem de dinheiro, por entender que não houve ocultação ou dissimulação de patrimônio. Ainda cabe recurso no TRF4.

Também são réus no mesmo processo o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht; o executivo do grupo, Fernando Reis; o operador financeiro André Vieira da Silva e o doleiro Álvaro Galliez Novis.

Além de cumprir os 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, Bendine terá que pagar multa de R$ 250 mil. E só poderá progredir de regime após a reparação do dano.

Repórter Marcelo Ricetti