Foto: Lucian Pichetti

Um dia após “ameaças” de atentados na instituição, a Universidade Federal do Paraná amanheceu com aulas normais nas unidades da Santos Andrade, do Centro Politécnico e na Reitoria.

Na noite anterior, várias aulas foram suspensas, por iniciativa de professores. A estudante de pedagogia, Marina Fernanda Machado,

foi uma das que voltou para casa por causa do pânico.

A ameaça foi feita na Deep Web – a parte sombria da internet – e, depois, compartilhada nas redes sociais. Caroline Moretti estuda biologia e conta que ficou apavorada.

O estudante de ciências biológicas Lucas Langer também não esconde a preocupação.

A ameaça foi direcionada a um público específico: pessoas negras, mulheres e população LGBTI. A universidade afirmou que alertou a segurança dos prédios e que acionou as polícias Militar e Civil e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

Apesar da preocupação, a UFPR decidiu não cancelar as aulas nesta quinta-feira (11). Para o estudante de pedagogia Lucas Gracia, a atitude não foi a ideal.

Em nota a UFPR afirma que destacou uma equipe interna para ajudar na investigação e que tenta apurar se a ameaça veio de algum “membro interno ou externo à instituição”.

Federais são alvo

Está não foi a primeira ameaça a uma universidade federal no ano. Após o ataque a uma escola em Suzano (SP), as federais de Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul foram intimidadas pela internet. Recentemente, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) também precisou reforçar a segurança após alunos terem encontrado uma carta com ameaças em um dos banheiros da instituição.

Repórter Lucian Pichetti